RAINHA D. LEONOR

Quarto

História

Infanta D. Leonor, Leonor de Avis, Leonor de Lencastre ou até Leonor de Portugal, nasceu em Beja a 02 de Maio de 1458 e morreu a 17 de Novembro de 1525, em Xabregas, Lisboa. Filha de Fernando de Portugal, Duque de Viseu, foi uma princesa portuguesa da Casa de Avis e rainha de Portugal a partir de 1481, por casamento com seu primo D. João II de Portugal, o Príncipe Perfeito. Por inspiração neste cognome, obteve o título de Princesa Perfeitíssima, pela sua vida exemplar, pela prática constante de misericórdia e virtudes cristãs.

É a terceira e ultima rainha consorte nascida em Portugal. Seu casamento determina o fim dos casamentos endogâmicos entre descendentes da Ínclita Geração, entre a prole de D. João I e Filipa de Lancastre, entre os reis e primas portuguesas. Foi também a primeira rainha com sangue Bragança, por sua avó materna, Isabel de Barcelos. Em 18 de Janeiro de 1471 casa-se então com D. João II. Após a morte de seu marido, em 1495, D. Manuel sobe ao trono, e passou a ser conhecida como “Rainha Velha” até à sua morte.

Além das vilas anteriores que faziam parte da Casa das Rainhas, por rainhas anteriores, foi dotada com as cidades de Silves e Faro, bem como as terras de Aldeia Galega da Merceana e Aldeia Gavinha e como não podia deixar de ser, a cidade de Caldas da Rainha, que ela própria fundou.

Esta rainha reinou no auge da riqueza do reino, da expansão portuguesa, com Lisboa como capital europeia do comércio de riquezas exóticas, tendo sido a mais rica princesa da Europa. Esta fortuna cresce ainda mais com a chegada à Índia e com o comércio ultramarino. Como viúva, vai então empregar esta fortuna na prática da caridade, devoção, obras religiosas e assistência social aos pobres, onde mais se destacou. Deixou como principal legado a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, instituição ainda hoje existente, iniciativa precursora em toda a Europa.

Apoiou D. Manuel na fundação do Hospital Real de Todos os Santos, o melhor hospital da Europa da época. Esteve também na origem da fundação do Hospital Termal das Caldas da Rainha. Esta cidade é ainda das poucas que mantém o seu brasão original, anterior à normalização republicana, tal a importância que a Rainha D. Leonor teve nesta cidade.

Exila-se no Paço de Xabregas (Convento de Madre de Deus), que ela própria manda edificar em 1509, estilo gótico, que apesar da proximidade ao Terreiro do Paço, permitia-lhe uma vida mais serena, propicia ao hábito laico de viúva. Por aqui passaram clarissas, franciscanas e descalças da primeira regra de Santa Clara, à qual fez voto e quis obedecer. De seu casamento com o rei resultaram dois filhos, um morto à nascença, e D. Afonso, herdeiro do trono, morto precocemente num acidente de cavalo no Vale de Santarém, em 1491.

Encontra-se sepultada em Xabregas, no Convento de Madredeus.

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